A mudança de lado do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, começou a cobrar seu preço. Depois de romper com o governador Carlos Brandão e declarar apoio à candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão, o gestor acumulou dois duros tombos políticos em sequência.
Nos bastidores, aliados do governador classificaram a decisão de Rildo como uma verdadeira traição, principalmente porque Brandão esteve ao seu lado na eleição de 2024 e manteve parcerias e investimentos do Governo do Estado em Imperatriz.
O primeiro golpe atingiu o irmão do prefeito, o vereador Flamarion Amaral. Incentivado por Rildo, ele vinha trabalhando uma pré-candidatura a deputado estadual pelo Partido Verde. O problema é que o partido decidiu não montar chapa para a Assembleia Legislativa, deixando Flamarion sem espaço e fora da disputa.
O segundo tombo veio logo depois e atingiu a primeira-dama, Perla Amaral. Ela era apontada como possível primeira suplente de André Fufuca na disputa pelo Senado, mas acabou vetada pelo União Progressista e também ficou sem candidatura. O escolhido para a vaga foi Fernando Fialho, do PSDB, sogro do ex-ministro Juscelino Filho.
Em poucos dias, Rildo viu dois integrantes de sua própria família serem retirados do tabuleiro eleitoral. O prefeito apostou alto ao abandonar Brandão, mas, até agora, recebeu de volta apenas derrotas, isolamento e portas fechadas.
